Coleta de amostras de água, na área alagada da Av. Bento Munhoz da Rocha Neto

03/05/2010 00:00

 

Alunos do 3º Semestre do curso de Engenharia Ambiental realizaram uma coleta técnica de amostras de água, na área alagada da Av. Bento Munhoz da Rocha Neto

 

 

Aos 03 de maio de 2010 o 3º semestre do curso de Engenharia Ambiental realizou uma coleta técnica de amostras de água, sob a supervisão do Porf. Ms. Clóvis Roberto Gurski, em uma região alagada pelo rio Iguaçú ao lado da Av. Bento Munhoz da Rocha Neto, onde encontram-se moradias de pessoas ligadas a coleta de resíduos recicláveis e um motel em construção. O objetivo inicial nos levou a constatação de um grave problema, não apenas ambiental, mas principalmente social.

    Segundo o monitoramento hidrológico realizado pela Copel, a leitura da régua indicou que o rio Iguaçú se apresentava com uma altura de 6,55m sobre a ponte Machado da Costa. Consequentemente a região visitada encontra-se em grande parte alagada. As casas estão com parte das estruturas cobertas por água. Para não perder o material coletado, os ribeirinhos depositaram garrafas, vidros e outros resíduos em grandes sacos plásticos e amarraram os mesmos em suas casas. Mesmo assim a quantidade de lixo depositada nas áreas alagadas é significativa. Para agravar a situação, em frente encontra-se em construção um motel. Foi verificado in loco uma latrina provavelmente para uso dos operários da obra. O problema é que a água do rio encontra-se a menos de um metro da porta da latrina e que os resíduos dessa latrina eram despejados diretamente nesta região alagada. Ao lado, foi construída uma espécie de moradia rústica, que provavelmente seja de moradia dos operários da obra, que consequentemente sejam os desabrigados pela cheia do rio. No barraco improvisado existe outra latrina, também muito próxima a área alagadiça. Importante ressaltar que os operários trabalhavam sem nenhum equipamento de segurança, além de viverem em condições insalubres.

    No retorno da aula prática, encontramos um casal de ribeirinhos que aparentavam idade avançada com uma criança pequena, todos sentados dentro de um bote. Estes relataram que residem naquela região há 13 anos e que esta enchente foi a maior deste então. Disseram que em cerca de três horas após o início das chuvas fortes a água já havia tomado conta de seu casebre. Questionamos o motivo de morarem ali e porque não se mudam para os locais oferecidos pela prefeitura. Responderam que o bairro onde a prefeitura oferece moradia é muito distante do centro, o que tornaria inviável trabalhar com coleta de recicláveis. Questionamos então qual local seria o ideal para morar, responderam que se não for ás margens do rio preferem abandonar a cidade. Por fim perguntamos que se oportunidades de emprego fossem dadas em outro segmento, deixando a reciclagem e as moradias ribeirinhas, eles o fariam. A resposta foi apenas uma afirmativa com a cabeça de ambos.

    Neste contexto de caos sócio-ambiental, os acadêmicos do 3º semestre, sob orientação do Prof. Ms Clóvis planejaram, como medida emergencial,  para próxima quinta-feira (06 de maio) uma apresentação/debate da situação encontrada para algumas das autoridades competentes do município, buscando esclarecimentos e soluções definitivas para esta situação que arrasta-se por anos.  A situação da construção será analisada mais a fundo quanto as possíveis irregularidades, junto aos professores do curso de engenharia civil da instituição, para que se necessário providências sejam tomadas.

 

Por Alexandre Niedziela

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